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Eu Varufakis porque me apetece!

Sou louco, tenho 45 anos e há na loucura um prazer que só os loucos conhecem.

Sou louco, tenho 45 anos e há na loucura um prazer que só os loucos conhecem.

Os meus Olhos Verdes...

E o meu coração apertadinho.

 

Vou quebrar um registo de blog, sempre disse que se fosse para escrever sobre coisas menos boas que não contassem comigo.

Nunca fui do tipo populista para debitar informação de merda e nem escrever só porque sim. No entanto e porque sim, apetece-me dizer que me sinto triste.

Não é de agora e quem me conhece sabe que não sou um bicho de passar ao lado das coisas. Envolvo-me e sinto tudo de forma muito peculiar.

Sou pai de dois filhos, um ainda adolescente que tem passado por várias provas e desafios próprios da idade e de um outro já me idade “adulta” que me deixa ali, aqui á espera que eu possa servir-lhe de algo.

Levo uma vida de merda, como tantos outros bichos da minha idade e extrato social, nem sempre conseguimos estar onde queremos e fazer o que precisamos. Cheguei a casa já passava das 11 da noite, estaciono e olho para dentro do outro carro, tal é o meu ar de espanto a dizer “Estás aqui?”

A sua reação não foi nenhuma, ou antes pelo contrário, a sua reação foi tudo, o seu silêncio a sua calma levou a que lhe tocasse no ombro e lhe pergunta-se “Então filho?” Foi o suficiente para que todo o seu universo se desmoronasse naquele momento, fiquei ali no meio da rua a pensar, E agora?

Entramos em casa e o nosso abraço foi tão forte que eu me senti impotente para suportar um homem de 1.80 nos meus braços, mas era o meu filho, ainda que eu estivesse ali numa posição inferior, eu era o pai e seria sobre esse mandamento que eu ali estive abraçado a sentir o soluçar de quem queria um aconchego e um carinho. Caraças, dói mesmo muito ver um filho sofrer, dói muito mais ter vontade de foder toda a gente que eventualmente lhe possa fazer mal e não o poder fazer porque é algo que nos transcende.

 

Hoje, sentado ao meu colo disse-me” Sabes pai, a culpa é tua! Passaste-me nos genes, o feitio e com isso também veio o caracter!”

Ou seja aqui o bicho sentiu-se tremendamente confuso, pois será que vale a pena ter caracter quando passamos a vida a dar murros em pontas de faca! (Expressão da mais que tudo, a sábia cá da toca)

Enfim… Não sei! O que sei é que me olhei ao espelho e com os olhos vermelhos de tanto chorar nunca os tinha visto tão verdes! Estou, triste, mas… Estou super orgulhoso, pois formei um homem!

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